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Amostras SPT: como manter o vínculo entre furo, camada e laboratório
A amostra do amostrador SPT confirma a descrição do boletim e alimenta o laboratório. Veja como não perder esse vínculo.
O que a amostra SPT é
A cada metro, o amostrador padrão traz para cima um pouco de solo. É uma amostra deformada: perdeu a estrutura, mas mostra o tipo de solo, a cor e as frações. Ela serve para três coisas: descrever a camada, conferir a descrição depois e fazer ensaios de caracterização.
Do amostrador ao saco
- Separe a ponta e o topo do amostrador quando o solo muda dentro dos 45 cm.
- Um saco por metro, com obra, furo e profundidade.
- Descreva no campo, com a amostra na mão, antes de fechar o saco.
Da amostra à camada
A camada no boletim é uma interpretação: o sondador vê que do 3º ao 6º metro o solo é o mesmo e agrupa. Se a amostra do 5º metro parecer diferente na revisão, o engenheiro precisa achar o saco do 5º metro. Por isso a amostra fica ligada ao metro, e a camada fica ligada às amostras que a formam.
Da amostra ao laboratório
Quando o projeto pede ensaios, escolhe-se as amostras representativas de cada camada. O pedido ao laboratório deve sair com furo, profundidade e camada, para o resultado voltar ao lugar certo do perfil.
Erros comuns
- saco com "SP2 5" sem dizer se é 5,00 m ou 5,45 m;
- amostra de dois metros no mesmo saco;
- ensaio de laboratório com número próprio, sem furo;
- camada redescrita no escritório sem olhar a amostra.
No Sondarmais
Cada amostra SPT fica ligada ao metro do furo. Ao criar uma amostra de laboratório a partir do furo, o Sondarmais guarda a camada de origem, e o laudo volta com essa identificação. Veja amostra de solo.
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