CAD e 3D
Perfil 3D de sondagem: o que ele mostra e como apresentar
O Perfil 3D liga os furos de uma obra num bloco tridimensional. Veja o que ele precisa ter para ser técnico e como entregar ao cliente.
Do perfil 2D ao 3D
O perfil geotécnico tradicional liga furos alinhados numa seção. Funciona bem quando a obra é uma linha. Quando os furos se espalham pelo terreno, cada seção mostra um pedaço, e o leitor monta o resto na cabeça. O Perfil 3D faz essa montagem: as colunas dos furos ficam no lugar real e as camadas são ligadas entre elas.
O que ele precisa ter
- Cota de boca de cada furo, para o relevo aparecer.
- Escala vertical declarada. Terreno raso em área grande pede exagero vertical; o número deve estar na tela e no PDF.
- Nível d'água como superfície.
- Legenda de materiais igual à dos perfis individuais.
- Furos visíveis como colunas, para separar dado de interpolação.
Cuidados de interpretação
O Perfil 3D é tão bom quanto os furos. Com poucos furos, uma camada fina que aparece em um só pode ser esticada pelo terreno inteiro. O texto do relatório deve dizer quantos furos sustentam o modelo e lembrar que o espaço entre eles é estimado. Veja modelo 3D do subsolo.
Como entregar
- No relatório: uma prancha com vistas fixas, escala e legenda.
- Para o cliente: um link interativo, em que ele gira, corta e mede.
- Para o projetista: os dados em formato aberto (IFC ou AGS4), para levar ao modelo do projeto.
No Sondarmais
O Perfil 3D é montado dos furos da obra, com cotas, nível d'água, exagero vertical salvo e trechos para obras extensas. A prancha sai no modelo Clássico, com a marca da empresa, ou no Técnico, na grade em mm dos boletins. O Mapa 3D coloca o bloco sobre satélite e relevo, e os dois vão ao cliente num link só. O pacote BIM leva o IFC 4.3 da obra.
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