Sondarmais, software de sondagem geotécnica

Glossário

Os termos da sondagem, sem rodeio

112 termos do campo, do laboratório e do relatório, explicados em poucas linhas pela equipe do Sondarmais. Para o passo a passo de cada norma, veja os guias técnicos.

Ensaio SPT11 termos

Avanço a trado
Abertura do furo com trado manual nos metros iniciais, enquanto o solo está acima da água e permite. Depois o avanço passa para o trépano com circulação de água. O boletim marca até onde foi a trado.
Veja tambémTrado conchaTrépanoCirculação de água
Critério de paralisação
Regra que define quando a sondagem pode parar: profundidade pedida no projeto, resistência alta em metros seguidos ou material que não deixa o amostrador avançar. A norma da sondagem SPT traz esses critérios, e o boletim deve dizer qual deles encerrou o furo.
Veja tambémImpenetrável ao SPTEnsaio de avanço por lavagemProfundidade final
Ensaio de avanço por lavagemTambém: ensaio de lavagem por tempo
Teste feito quando o furo para de avançar com o trépano e a circulação de água. Mede-se o avanço em intervalos de tempo para registrar que o material é de fato impenetrável àquele método. O resultado vai no boletim junto da profundidade.
Veja tambémTrépanoCirculação de águaImpenetrável ao SPT
Golpes por trechoTambém: golpes 15/15/15
Contagem de golpes anotada em cada um dos três trechos de 15 cm da cravação do amostrador. O boletim mostra os três números; a soma do segundo com o terceiro dá o N-SPT. Quando o amostrador não completa o trecho, anota-se o golpe com a penetração alcançada, por exemplo 30/12.
Veja tambémN-SPTPenetração parcialBoletim de sondagem
Impenetrável ao SPT
Situação em que o amostrador ou o trépano não avança mais, seja por rocha, matacão ou solo muito resistente. Não quer dizer que ali começa rocha sã: só a sondagem rotativa confirma o que existe abaixo.
Veja tambémCritério de paralisaçãoMatacãoSondagem rotativaSondagem mista
N-SPTTambém: NSPT, índice de resistência à penetração, N
Número de golpes necessários para cravar os últimos 30 cm do amostrador, dos 45 cm cravados em cada metro. Os primeiros 15 cm ficam de fora porque o solo do fundo do furo pode estar remexido. Quanto maior o N, mais resistente o solo naquela profundidade.
Veja tambémSPTGolpes por trechoConsistênciaCompacidade
Penetração parcial
Registro de quando o número de golpes chega ao limite antes de o amostrador completar 15 cm. Anota-se a fração golpes/centímetros, como 30/8. O dado mostra que o solo ficou muito resistente naquele ponto e entra no critério de paralisação.
Veja tambémGolpes por trechoImpenetrável ao SPTCritério de paralisação
Profundidade final
Profundidade em que o furo foi encerrado, medida a partir da boca. Vem acompanhada do motivo da parada. É o número que se soma para chegar aos metros perfurados da obra.
Veja tambémCritério de paralisaçãoCota de bocaMetragem
SPTTambém: Standard Penetration Test, sondagem à percussão, sondagem de simples reconhecimento
Ensaio de campo em que um amostrador padrão é cravado no solo por golpes de um martelo de massa e altura de queda fixas. A cada metro se conta quantos golpes foram precisos para cravar o amostrador e se retira uma amostra para descrever o solo. É o ensaio mais usado no Brasil para projetar fundações.
Veja tambémN-SPTAmostrador padrãoMarteloNBR 6484Boletim de sondagem
SPT-TTambém: SPT com torque
SPT em que, depois da cravação, se gira o amostrador com um torquímetro e se lê o torque máximo. O torque mede o atrito lateral do solo e complementa o N-SPT, principalmente no cálculo de estacas.
Veja tambémSPTTorque máximoEstaca
Torque máximo
Maior leitura do torquímetro ao girar o amostrador cravado no ensaio SPT-T. Costuma ser anotado em kgf·m ao lado do N-SPT de cada metro.
Veja tambémSPT-T

Equipamento de campo11 termos

Amostrador padrãoTambém: amostrador Raymond, barrilete amostrador SPT
Tubo de aço bipartido, com dimensões fixadas em norma, cravado no ensaio SPT. Ele traz para cima a amostra do solo de cada metro, que é descrita no campo e guardada em saco ou pote identificado.
Veja tambémSPTAmostra deformadaCabeça de bater
BentonitaTambém: lama bentonítica
Argila misturada à água para formar uma lama que estabiliza as paredes do furo e ajuda a trazer o material cortado, comum na perfuração rotativa.
Veja tambémSondagem rotativaCirculação de água
Cabeça de bater
Peça rosqueada no topo da haste que recebe o golpe do martelo e transmite a energia até o amostrador.
Veja tambémMarteloHaste
Circulação de águaTambém: lavagem
Bombeamento de água pela haste para limpar o furo e trazer à superfície o solo cortado pelo trépano. A água do furo atrapalha a leitura do nível d’água, por isso a leitura final tem regras próprias.
Veja tambémTrépanoNível d’água
Haste
Tubos de aço emendados que ligam o amostrador ou o trépano, no fundo do furo, à superfície. O comprimento das hastes ajuda a conferir a profundidade de cada ensaio.
Veja tambémCabeça de baterAmostrador padrãoTrépano
MarteloTambém: peso, massa batente
Peça de aço de massa padronizada levantada e solta sempre da mesma altura sobre a cabeça de bater. Manter massa e altura constantes é o que permite comparar o N-SPT de obras diferentes.
Veja tambémSPTCabeça de baterTripé
RevestimentoTambém: tubo de revestimento
Tubo cravado para segurar as paredes do furo quando o solo desmorona ou há água. O boletim registra até que profundidade o furo foi revestido.
Veja tambémCirculação de águaBoletim de sondagem
Trado concha
Trado manual com lâminas em forma de concha, que corta e retém o solo para ser trazido à superfície. É usado nos metros iniciais do SPT e na sondagem a trado.
Veja tambémTrado helicoidalSondagem a tradoAvanço a trado
Trado helicoidalTambém: trado espiral
Trado em espiral usado quando o trado concha já não avança bem, em geral em solos mais duros ou mais fundos.
Veja tambémTrado conchaSondagem a trado
TrépanoTambém: trépano de lavagem
Ferramenta de ponta biselada que desagrega o solo no fundo do furo enquanto a água bombeada traz o material para fora. É usado para avançar entre um ensaio e outro.
Veja tambémCirculação de águaEnsaio de avanço por lavagemAvanço a trado
TripéTambém: torre
Estrutura de três pernas montada sobre o furo, com roldana e corda ou guincho, usada para erguer o martelo, as hastes e o revestimento.
Veja tambémMarteloHaste

Rotativa e mista12 termos

Barrilete
Tubo que recebe o testemunho durante a perfuração rotativa. O barrilete duplo protege o testemunho do giro e da água, e costuma recuperar mais material em rocha fraturada.
Veja tambémCoroaTestemunhoManobra
Caixa de testemunhos
Caixa com divisórias onde os testemunhos são arrumados na ordem de profundidade, com tacos marcando o início e o fim de cada manobra. A foto da caixa costuma ir no relatório.
Veja tambémTestemunhoManobraRelatório fotográfico
CoroaTambém: coroa diamantada
Ponta cortante do barrilete, com diamante ou pastilha de metal duro, que corta a rocha em forma de anel.
Veja tambémBarrileteDiâmetro de perfuração
Diâmetro de perfuraçãoTambém: NX, HX, BX
Tamanho do furo e do testemunho na rotativa, indicado por siglas de série como BX, NX e HX. Diâmetro maior recupera melhor rocha fraca, com custo maior.
Veja tambémCoroaBarrilete
Grau de alteração
Descrição do quanto a rocha foi transformada pelo intemperismo, de sã até extremamente alterada, quase solo.
Veja tambémRocha sãRocha alteradaGrau de fraturamento
Grau de fraturamento
Quantidade de fraturas por metro de testemunho. Junto com a alteração e o RQD, descreve a qualidade do maciço rochoso.
Veja tambémRQDGrau de alteração
Manobra
Cada trecho perfurado entre a descida e a retirada do barrilete. Recuperação e RQD são calculados por manobra.
Veja tambémBarrileteRecuperaçãoRQD
RecuperaçãoTambém: porcentagem de recuperação
Relação entre o comprimento de testemunho recuperado e o comprimento perfurado na manobra, em porcentagem. Recuperação baixa indica rocha muito fraturada, alterada ou perda de material.
Veja tambémRQDManobraTestemunho
RQDTambém: Rock Quality Designation, índice de qualidade da rocha
Porcentagem da manobra formada por pedaços de testemunho com 10 cm ou mais. Mede o quanto a rocha está inteira: quanto mais alto, menos fraturada.
Veja tambémRecuperaçãoGrau de fraturamentoManobra
Sondagem mista
Furo que começa como SPT no solo e, ao chegar ao impenetrável, segue com perfuração rotativa na rocha. O boletim junta as duas partes no mesmo perfil.
Veja tambémSPTSondagem rotativaImpenetrável ao SPT
Sondagem rotativa
Perfuração em que um barrilete com coroa gira e corta a rocha, trazendo para cima um cilindro contínuo chamado testemunho. Serve para conhecer a rocha abaixo do impenetrável ao SPT: tipo, alteração e fraturas.
Veja tambémBarrileteCoroaTestemunhoRQDSondagem mista
Testemunho
Cilindro de rocha recuperado pela sondagem rotativa, guardado em ordem numa caixa de testemunhos e fotografado. É a prova física do que foi perfurado.
Veja tambémCaixa de testemunhosRecuperaçãoRQD

Solos e rochas22 termos

Areia
Solo de grãos visíveis a olho nu, classificada como fina, média ou grossa. Drena bem e sua resistência depende da compacidade.
Veja tambémCompacidadePedregulhoGranulometria
Argila
Solo de grãos muito finos, plástico quando úmido e duro quando seco. Retém água e pode recalcar com o tempo sob carga.
Veja tambémSilteConsistênciaLimites de Atterberg
Aterro
Material colocado pelo homem sobre o terreno natural. Pode ter entulho, lixo ou solo de outra origem e deve ser descrito separado das camadas naturais.
Veja tambémCamadaDescrição tátil-visual
CamadaTambém: horizonte, estrato
Trecho do furo com o mesmo tipo de solo. O perfil do furo é a sequência de camadas com profundidade de início e fim, descrição e cor.
Veja tambémDescrição tátil-visualPerfil individualPerfil geotécnico
Compacidade
Classificação de solos arenosos pelo grau de arrumação dos grãos, de fofa a muito compacta. No SPT ela também sai do N-SPT, em faixas próprias para areia.
Veja tambémN-SPTConsistênciaAreia
Consistência
Classificação de solos argilosos e siltosos pela resistência, de muito mole a dura. No SPT ela é dada pelo N-SPT, em faixas que a norma define.
Veja tambémN-SPTCompacidadeArgilaSilte
Descrição tátil-visual
Classificação do solo no campo pelo tato e pela vista: tipo principal, frações secundárias, cor e outras características. É a base das camadas do boletim e pode ser conferida no laboratório.
Veja tambémCamadaAmostra deformadaNBR 6502
Matacão
Bloco de rocha solto dentro do solo, comum em solos residuais de granito. Pode parar o SPT e ser confundido com o topo da rocha; a rotativa tira a dúvida.
Veja tambémImpenetrável ao SPTSondagem rotativaSolo residual
PedregulhoTambém: cascalho
Fração de grãos maiores que a areia. Na descrição aparece como presença de pedregulhos ou como solo pedregulhoso.
Veja tambémAreiaMatacão
Rocha alterada
Rocha já transformada pelo intemperismo, mais fraca que a rocha sã. Muitas vezes é onde o SPT para e a rotativa começa.
Veja tambémRocha sãGrau de alteraçãoSaprolito
Rocha sã
Rocha sem sinais de alteração, com minerais íntegros e brilho original. Só se confirma com testemunho de sondagem rotativa.
Veja tambémRocha alteradaSondagem rotativa
SaprolitoTambém: solo saprolítico
Solo residual jovem que ainda guarda a estrutura da rocha de origem, como xistosidade e veios. Fica entre o solo maduro e a rocha alterada.
Veja tambémSolo residualRocha alterada
Silte
Solo de grãos entre a areia e a argila. Tem pouca coesão e perde resistência quando encharcado. Na descrição de campo costuma aparecer combinado, como silte argiloso.
Veja tambémArgilaAreiaConsistência
Solo aluvionarTambém: aluvião
Solo depositado por rios, comum em várzeas. Alterna camadas de areia, argila e às vezes matéria orgânica, com nível d’água raso.
Veja tambémSolo transportadoSolo orgânico
Solo colapsível
Solo poroso que perde volume de repente quando encharcado sob carga, causando recalques. Comum em camadas superficiais de solos tropicais.
Veja tambémSolo lateríticoRecalque
Solo coluvionarTambém: colúvio
Solo que desceu a encosta por gravidade e se acumulou no pé do morro. Costuma ser heterogêneo e pouco compacto.
Veja tambémSolo transportado
Solo expansivo
Solo argiloso que incha ao molhar e retrai ao secar, podendo trincar pisos e paredes leves.
Veja tambémArgilaLimites de Atterberg
Solo laterítico
Solo de clima tropical, avermelhado ou amarelado, rico em óxidos de ferro e alumínio. Na superfície pode ser poroso e colapsível.
Veja tambémSolo colapsívelSolo residual
Solo orgânico
Solo com matéria orgânica, escuro e com cheiro característico. É muito compressível e pede atenção no projeto de fundações e aterros.
Veja tambémTurfaSolo aluvionarRecalque
Solo residual
Solo formado no próprio lugar pela decomposição da rocha de baixo. Costuma ficar mais resistente com a profundidade, até virar rocha alterada.
Veja tambémSaprolitoRocha alteradaSolo transportado
Solo transportado
Solo levado de outro lugar pela água, pelo vento ou pela gravidade e depositado sobre o terreno. Inclui solos aluvionares e coluvionares.
Veja tambémSolo aluvionarSolo coluvionarSolo residual
Turfa
Material formado quase todo por restos vegetais, fibroso e muito compressível. Encontrado em várzeas e brejos.
Veja tambémSolo orgânico

Água no terreno5 termos

Artesianismo
Água sob pressão que sobe no furo acima do ponto em que foi encontrada, às vezes até sair na boca. Precisa ser registrada porque afeta escavações e fundações.
Veja tambémNível d’água
Furo seco
Furo em que não se encontrou água até a profundidade final. O boletim deve dizer isso de forma explícita, para não parecer leitura esquecida.
Veja tambémNível d’água
Nível d’águaTambém: NA, N.A., lençol freático
Profundidade em que a água aparece no furo. Ele muda com a estação e com chuvas recentes, por isso o boletim informa a data e o momento da leitura.
Veja tambémNível d’água inicialNível d’água finalFuro seco
Nível d’água finalTambém: nível estabilizado
Leitura feita depois de encerrado o furo e passado um tempo para a água se estabilizar. É o valor que costuma entrar no projeto.
Veja tambémNível d’águaNível d’água inicial
Nível d’água inicial
Profundidade em que a água foi encontrada pela primeira vez durante a perfuração, antes da circulação de água interferir.
Veja tambémNível d’águaNível d’água final

Laboratório17 termos

Adensamento
Redução de volume lenta de um solo saturado sob carga, à medida que a água sai dos poros. O ensaio em laboratório estima quanto e em quanto tempo a camada vai recalcar.
Veja tambémRecalqueAmostra indeformadaArgila
Amostra deformada
Amostra que perdeu a estrutura natural ao ser retirada, como a do amostrador SPT. Serve para identificar o solo e para ensaios de caracterização.
Veja tambémAmostra indeformadaAmostrador padrãoGranulometria
Amostra indeformadaTambém: bloco indeformado, Shelby
Amostra retirada com cuidado para manter a estrutura e a umidade do solo, em bloco ou em tubo de parede fina. Usada em ensaios de resistência e de adensamento.
Veja tambémAmostra deformadaAdensamento
CBRTambém: ISC, Índice de Suporte Califórnia
Ensaio que mede a resistência à penetração de um solo compactado em comparação com um material de referência. É o dado de partida no dimensionamento de pavimentos.
Veja tambémCompactaçãoExpansão
CompactaçãoTambém: Proctor, ensaio de compactação
Ensaio que compacta o solo em várias umidades com energia padrão para achar a umidade ótima e a massa específica seca máxima. Guia o controle de aterros e bases.
Veja tambémUmidade ótimaCBRMassa específica
Expansão
Aumento de altura do corpo de prova durante a imersão no ensaio CBR. Expansão alta indica solo que incha com água.
Veja tambémCBRSolo expansivo
GranulometriaTambém: análise granulométrica, curva granulométrica
Ensaio que separa o solo por tamanho de grão, por peneiramento e sedimentação, e gera a curva granulométrica com as porcentagens de pedregulho, areia, silte e argila.
Veja tambémPeneiramentoSedimentaçãoAreiaArgila
Índice de plasticidadeTambém: IP
Diferença entre o limite de liquidez e o de plasticidade. Mostra a faixa de umidade em que o solo é plástico; quanto maior, mais argiloso o comportamento.
Veja tambémLimites de Atterberg
Laudo de laboratório
Documento que reúne os resultados dos ensaios de uma amostra, com identificação, método, tabelas, gráficos e assinatura do responsável.
Veja tambémGranulometriaCompactaçãoResponsável técnico
Limite de liquidezTambém: LL
Umidade em que o solo deixa de se comportar como plástico e passa a fluir como líquido. Determinado no aparelho de Casagrande.
Veja tambémLimites de AtterbergLimite de plasticidade
Limite de plasticidadeTambém: LP
Umidade abaixo da qual o solo deixa de ser moldável e começa a esfarelar. Determinado rolando um cilindro de solo até ele trincar.
Veja tambémLimites de AtterbergLimite de liquidez
Limites de AtterbergTambém: limites de consistência
Teores de umidade em que o solo fino muda de comportamento: o limite de liquidez e o limite de plasticidade. A diferença entre eles é o índice de plasticidade.
Veja tambémLimite de liquidezLimite de plasticidadeÍndice de plasticidade
Massa específica
Massa por volume. Para solos se distingue a dos grãos, a do solo seco e a do solo úmido, usadas em cálculos de compactação e de tensões.
Veja tambémCompactaçãoTeor de umidade
Peneiramento
Parte da granulometria em que o solo passa por uma série de peneiras e se pesa o que fica retido em cada uma.
Veja tambémGranulometriaSedimentação
Sedimentação
Parte da granulometria para os grãos finos demais para peneira. Mede a velocidade com que as partículas descem num líquido para estimar seus tamanhos.
Veja tambémGranulometriaSilteArgila
Teor de umidadeTambém: umidade natural
Relação entre a massa de água e a massa de sólidos de uma amostra, obtida pesando antes e depois da secagem em estufa.
Veja tambémLimites de AtterbergCompactação
Umidade ótima
Umidade em que o solo atinge a maior densidade seca numa dada energia de compactação. Fora dela, o aterro fica menos denso.
Veja tambémCompactação

Boletim e relatório12 termos

AGS4
Formato aberto de troca de dados geotécnicos criado no Reino Unido. Permite levar furos, camadas e ensaios para outros programas sem redigitar.
Veja tambémIFCBoletim de sondagem
ARTTambém: Anotação de Responsabilidade Técnica
Registro no CREA que liga o serviço ao profissional habilitado que responde por ele. Costuma ser anexada ao relatório.
Veja tambémResponsável técnicoRelatório de sondagem
Boletim de sondagemTambém: boletim de campo, ficha de campo
Registro de cada furo com profundidades, golpes, avanço, revestimento, água, descrição das amostras e observações. No campo é o rascunho; depois de revisado, vira o perfil individual do relatório.
Veja tambémPerfil individualSPTGolpes por trecho
Gráfico do N-SPT
Curva do N-SPT pela profundidade desenhada ao lado das camadas. Mostra de relance onde o solo ganha resistência.
Veja tambémN-SPTPerfil individual
IFCTambém: BIM
Formato aberto de modelos BIM. A versão 4.3 tem entidades para geotecnia, o que permite levar furos e camadas para o modelo do projeto.
Veja tambémAGS4Perfil 3D
MetragemTambém: metros perfurados
Soma das profundidades dos furos de uma obra. É a base mais comum de preço do serviço de sondagem.
Veja tambémProfundidade final
Perfil 3D
Modelo tridimensional do terreno montado a partir dos furos, com as camadas, a água e as cotas reais. Ajuda cliente e projetista a enxergar o subsolo da obra inteira.
Veja tambémPerfil geotécnicoCota de bocaKMZ
Perfil geotécnicoTambém: seção geotécnica, perfil estratigráfico
Desenho que liga vários furos numa seção e interpreta como as camadas continuam entre eles. A ligação entre furos é interpretação; os dados são só os dos furos.
Veja tambémPerfil individualPerfil 3DCamada
Perfil individualTambém: perfil de sondagem
Folha de um furo no relatório, com as camadas desenhadas na profundidade, o gráfico do N-SPT, o nível d’água, a cota de boca e os dados da obra.
Veja tambémBoletim de sondagemCamadaGráfico do N-SPT
Relatório de sondagem
Documento técnico entregue ao cliente com a descrição dos serviços, o método, a locação, os perfis individuais, as observações e a assinatura do responsável técnico.
Veja tambémPerfil individualCroqui de locaçãoART
Relatório fotográfico
Conjunto de fotos do serviço: equipamento montado, cada furo, amostras, testemunhos e o local. Comprova a execução e ajuda a revisar a descrição.
Veja tambémRelatório de sondagemCaixa de testemunhos
Responsável técnicoTambém: RT
Engenheiro ou geólogo habilitado que revisa e assina o relatório. Responde pelo conteúdo técnico diante do cliente e do conselho profissional.
Veja tambémARTRelatório de sondagem

Locação e topografia10 termos

Coordenadas UTM
Sistema de coordenadas em metros, dividido em fusos, muito usado em topografia no Brasil. Uma coordenada UTM só faz sentido junto com o fuso e o datum.
Veja tambémSIRGAS 2000KMZCroqui de locação
Cota de boca
Altitude do terreno no ponto do furo. Com ela as profundidades viram cotas e os furos podem ser comparados entre si.
Veja tambémReferência de nívelPerfil geotécnicoPerfil 3D
Croqui de locação
Desenho em planta com a posição dos furos no terreno, referências fixas como muros e ruas, norte e escala. Permite achar cada furo depois.
Veja tambémLocação dos furosCoordenadas UTMEscala
Deslocamento de furo
Novo furo aberto perto do original quando este foi interrompido cedo por obstáculo, como entulho ou matacão. O boletim registra os dois e a distância entre eles.
Veja tambémLocação dos furosMatacão
DXF e DWG
Formatos de desenho do AutoCAD. O DWG é o formato nativo; o DXF é a versão de troca, lida pela maioria dos programas de CAD.
Veja tambémCroqui de locaçãoCoordenadas UTM
Escala
Relação entre a medida no desenho e a real, como 1:500. Na folha técnica se usam escalas normalizadas e uma escala gráfica que continua certa se a folha for ampliada.
Veja tambémCroqui de locação
KMZTambém: KML
Arquivo do Google Earth com pontos, linhas e áreas. Na sondagem leva a posição dos furos e o contorno do terreno entre cliente, campo e escritório.
Veja tambémCoordenadas UTMCroqui de locaçãoPerfil 3D
Locação dos furos
Marcação no terreno do ponto de cada furo, feita a partir do projeto ou do pedido do cliente. Mudanças de posição no campo devem ser registradas.
Veja tambémCroqui de locaçãoDeslocamento de furo
Referência de nívelTambém: RN
Ponto fixo de cota conhecida ou arbitrada, a partir do qual se nivelam as bocas dos furos. O relatório deve dizer qual RN foi usada.
Veja tambémCota de boca
SIRGAS 2000Também: datum
Referencial geodésico oficial do Brasil. Coordenadas em outro datum, como SAD 69 ou Córrego Alegre, ficam deslocadas e precisam ser convertidas.
Veja tambémCoordenadas UTM

Normas6 termos

NBR 6122
Norma de projeto e execução de fundações. É a que pede as investigações geotécnicas, das quais a sondagem SPT é a mais comum.
Veja tambémNBR 8036Fundação
NBR 6484
Norma brasileira que define como executar a sondagem de simples reconhecimento com SPT: equipamento, procedimento, critérios de paralisação e apresentação dos resultados.
Veja tambémSPTN-SPTCritério de paralisação
NBR 6502
Norma de terminologia de solos e rochas. Define os nomes usados nas descrições, para que todos chamem a mesma coisa do mesmo jeito.
Veja tambémDescrição tátil-visualCamada
NBR 8036
Norma que orienta a programação das sondagens para fundações de edifícios: quantidade mínima de furos pela área construída, distribuição no terreno e profundidade.
Veja tambémNBR 6484Locação dos furos
NBR 9603
Norma da sondagem a trado: equipamento, execução, coleta de amostras e registro do nível d’água.
Veja tambémSondagem a tradoTrado concha
Sondagem a trado
Furo raso aberto com trado manual para identificar as camadas superficiais e o nível d’água. Não mede resistência como o SPT, mas é rápido e barato.
Veja tambémNBR 9603Trado conchaTrado helicoidal

Fundações6 termos

Capacidade de carga
Carga que o conjunto fundação e solo suporta antes de romper. Dela se tira, com fator de segurança, a carga de trabalho.
Veja tambémTensão admissívelEstaca
EstacaTambém: fundação profunda
Elemento longo cravado ou moldado no solo que transmite a carga por atrito lateral e pela ponta. O comprimento é estimado a partir do N-SPT dos furos.
Veja tambémFundaçãoN-SPTSPT-TCapacidade de carga
Fundação
Parte da estrutura que leva as cargas da construção ao solo. A escolha entre fundação rasa e profunda depende do que a sondagem mostra.
Veja tambémSapataEstacaNBR 6122
Recalque
Afundamento da fundação causado pela deformação do solo sob carga. Recalque desigual entre pilares é o que trinca a estrutura.
Veja tambémAdensamentoSolo orgânicoSolo colapsível
SapataTambém: fundação rasa, fundação direta
Fundação rasa de concreto que distribui a carga do pilar numa área de solo perto da superfície. Precisa de camada resistente em pouca profundidade.
Veja tambémFundaçãoTensão admissível
Tensão admissível
Pressão que o solo pode receber de uma fundação rasa com segurança contra ruptura e recalque excessivo.
Veja tambémSapataCapacidade de cargaRecalque