Ensaio SPT11 termos
- Avanço a trado
- Abertura do furo com trado manual nos metros iniciais, enquanto o solo está acima da água e permite. Depois o avanço passa para o trépano com circulação de água. O boletim marca até onde foi a trado.
- Veja tambémTrado conchaTrépanoCirculação de água
- Critério de paralisação
- Regra que define quando a sondagem pode parar: profundidade pedida no projeto, resistência alta em metros seguidos ou material que não deixa o amostrador avançar. A norma da sondagem SPT traz esses critérios, e o boletim deve dizer qual deles encerrou o furo.
- Veja tambémImpenetrável ao SPTEnsaio de avanço por lavagemProfundidade final
- Ensaio de avanço por lavagemTambém: ensaio de lavagem por tempo
- Teste feito quando o furo para de avançar com o trépano e a circulação de água. Mede-se o avanço em intervalos de tempo para registrar que o material é de fato impenetrável àquele método. O resultado vai no boletim junto da profundidade.
- Veja tambémTrépanoCirculação de águaImpenetrável ao SPT
- Golpes por trechoTambém: golpes 15/15/15
- Contagem de golpes anotada em cada um dos três trechos de 15 cm da cravação do amostrador. O boletim mostra os três números; a soma do segundo com o terceiro dá o N-SPT. Quando o amostrador não completa o trecho, anota-se o golpe com a penetração alcançada, por exemplo 30/12.
- Veja tambémN-SPTPenetração parcialBoletim de sondagem
- Impenetrável ao SPT
- Situação em que o amostrador ou o trépano não avança mais, seja por rocha, matacão ou solo muito resistente. Não quer dizer que ali começa rocha sã: só a sondagem rotativa confirma o que existe abaixo.
- Veja tambémCritério de paralisaçãoMatacãoSondagem rotativaSondagem mista
- N-SPTTambém: NSPT, índice de resistência à penetração, N
- Número de golpes necessários para cravar os últimos 30 cm do amostrador, dos 45 cm cravados em cada metro. Os primeiros 15 cm ficam de fora porque o solo do fundo do furo pode estar remexido. Quanto maior o N, mais resistente o solo naquela profundidade.
- Veja tambémSPTGolpes por trechoConsistênciaCompacidade
- Penetração parcial
- Registro de quando o número de golpes chega ao limite antes de o amostrador completar 15 cm. Anota-se a fração golpes/centímetros, como 30/8. O dado mostra que o solo ficou muito resistente naquele ponto e entra no critério de paralisação.
- Veja tambémGolpes por trechoImpenetrável ao SPTCritério de paralisação
- Profundidade final
- Profundidade em que o furo foi encerrado, medida a partir da boca. Vem acompanhada do motivo da parada. É o número que se soma para chegar aos metros perfurados da obra.
- Veja tambémCritério de paralisaçãoCota de bocaMetragem
- SPTTambém: Standard Penetration Test, sondagem à percussão, sondagem de simples reconhecimento
- Ensaio de campo em que um amostrador padrão é cravado no solo por golpes de um martelo de massa e altura de queda fixas. A cada metro se conta quantos golpes foram precisos para cravar o amostrador e se retira uma amostra para descrever o solo. É o ensaio mais usado no Brasil para projetar fundações.
- Veja tambémN-SPTAmostrador padrãoMarteloNBR 6484Boletim de sondagem
- SPT-TTambém: SPT com torque
- SPT em que, depois da cravação, se gira o amostrador com um torquímetro e se lê o torque máximo. O torque mede o atrito lateral do solo e complementa o N-SPT, principalmente no cálculo de estacas.
- Veja tambémSPTTorque máximoEstaca
- Torque máximo
- Maior leitura do torquímetro ao girar o amostrador cravado no ensaio SPT-T. Costuma ser anotado em kgf·m ao lado do N-SPT de cada metro.
- Veja tambémSPT-T
Equipamento de campo11 termos
- Amostrador padrãoTambém: amostrador Raymond, barrilete amostrador SPT
- Tubo de aço bipartido, com dimensões fixadas em norma, cravado no ensaio SPT. Ele traz para cima a amostra do solo de cada metro, que é descrita no campo e guardada em saco ou pote identificado.
- Veja tambémSPTAmostra deformadaCabeça de bater
- BentonitaTambém: lama bentonítica
- Argila misturada à água para formar uma lama que estabiliza as paredes do furo e ajuda a trazer o material cortado, comum na perfuração rotativa.
- Veja tambémSondagem rotativaCirculação de água
- Cabeça de bater
- Peça rosqueada no topo da haste que recebe o golpe do martelo e transmite a energia até o amostrador.
- Veja tambémMarteloHaste
- Circulação de águaTambém: lavagem
- Bombeamento de água pela haste para limpar o furo e trazer à superfície o solo cortado pelo trépano. A água do furo atrapalha a leitura do nível d’água, por isso a leitura final tem regras próprias.
- Veja tambémTrépanoNível d’água
- Haste
- Tubos de aço emendados que ligam o amostrador ou o trépano, no fundo do furo, à superfície. O comprimento das hastes ajuda a conferir a profundidade de cada ensaio.
- Veja tambémCabeça de baterAmostrador padrãoTrépano
- MarteloTambém: peso, massa batente
- Peça de aço de massa padronizada levantada e solta sempre da mesma altura sobre a cabeça de bater. Manter massa e altura constantes é o que permite comparar o N-SPT de obras diferentes.
- Veja tambémSPTCabeça de baterTripé
- RevestimentoTambém: tubo de revestimento
- Tubo cravado para segurar as paredes do furo quando o solo desmorona ou há água. O boletim registra até que profundidade o furo foi revestido.
- Veja tambémCirculação de águaBoletim de sondagem
- Trado concha
- Trado manual com lâminas em forma de concha, que corta e retém o solo para ser trazido à superfície. É usado nos metros iniciais do SPT e na sondagem a trado.
- Veja tambémTrado helicoidalSondagem a tradoAvanço a trado
- Trado helicoidalTambém: trado espiral
- Trado em espiral usado quando o trado concha já não avança bem, em geral em solos mais duros ou mais fundos.
- Veja tambémTrado conchaSondagem a trado
- TrépanoTambém: trépano de lavagem
- Ferramenta de ponta biselada que desagrega o solo no fundo do furo enquanto a água bombeada traz o material para fora. É usado para avançar entre um ensaio e outro.
- Veja tambémCirculação de águaEnsaio de avanço por lavagemAvanço a trado
Rotativa e mista12 termos
- Barrilete
- Tubo que recebe o testemunho durante a perfuração rotativa. O barrilete duplo protege o testemunho do giro e da água, e costuma recuperar mais material em rocha fraturada.
- Veja tambémCoroaTestemunhoManobra
- Caixa de testemunhos
- Caixa com divisórias onde os testemunhos são arrumados na ordem de profundidade, com tacos marcando o início e o fim de cada manobra. A foto da caixa costuma ir no relatório.
- Veja tambémTestemunhoManobraRelatório fotográfico
- CoroaTambém: coroa diamantada
- Ponta cortante do barrilete, com diamante ou pastilha de metal duro, que corta a rocha em forma de anel.
- Veja tambémBarrileteDiâmetro de perfuração
- Diâmetro de perfuraçãoTambém: NX, HX, BX
- Tamanho do furo e do testemunho na rotativa, indicado por siglas de série como BX, NX e HX. Diâmetro maior recupera melhor rocha fraca, com custo maior.
- Veja tambémCoroaBarrilete
- Grau de alteração
- Descrição do quanto a rocha foi transformada pelo intemperismo, de sã até extremamente alterada, quase solo.
- Veja tambémRocha sãRocha alteradaGrau de fraturamento
- Grau de fraturamento
- Quantidade de fraturas por metro de testemunho. Junto com a alteração e o RQD, descreve a qualidade do maciço rochoso.
- Veja tambémRQDGrau de alteração
- Manobra
- Cada trecho perfurado entre a descida e a retirada do barrilete. Recuperação e RQD são calculados por manobra.
- Veja tambémBarrileteRecuperaçãoRQD
- RecuperaçãoTambém: porcentagem de recuperação
- Relação entre o comprimento de testemunho recuperado e o comprimento perfurado na manobra, em porcentagem. Recuperação baixa indica rocha muito fraturada, alterada ou perda de material.
- Veja tambémRQDManobraTestemunho
- RQDTambém: Rock Quality Designation, índice de qualidade da rocha
- Porcentagem da manobra formada por pedaços de testemunho com 10 cm ou mais. Mede o quanto a rocha está inteira: quanto mais alto, menos fraturada.
- Veja tambémRecuperaçãoGrau de fraturamentoManobra
- Sondagem mista
- Furo que começa como SPT no solo e, ao chegar ao impenetrável, segue com perfuração rotativa na rocha. O boletim junta as duas partes no mesmo perfil.
- Veja tambémSPTSondagem rotativaImpenetrável ao SPT
- Sondagem rotativa
- Perfuração em que um barrilete com coroa gira e corta a rocha, trazendo para cima um cilindro contínuo chamado testemunho. Serve para conhecer a rocha abaixo do impenetrável ao SPT: tipo, alteração e fraturas.
- Veja tambémBarrileteCoroaTestemunhoRQDSondagem mista
- Testemunho
- Cilindro de rocha recuperado pela sondagem rotativa, guardado em ordem numa caixa de testemunhos e fotografado. É a prova física do que foi perfurado.
- Veja tambémCaixa de testemunhosRecuperaçãoRQD
Solos e rochas22 termos
- Areia
- Solo de grãos visíveis a olho nu, classificada como fina, média ou grossa. Drena bem e sua resistência depende da compacidade.
- Veja tambémCompacidadePedregulhoGranulometria
- Argila
- Solo de grãos muito finos, plástico quando úmido e duro quando seco. Retém água e pode recalcar com o tempo sob carga.
- Veja tambémSilteConsistênciaLimites de Atterberg
- Aterro
- Material colocado pelo homem sobre o terreno natural. Pode ter entulho, lixo ou solo de outra origem e deve ser descrito separado das camadas naturais.
- Veja tambémCamadaDescrição tátil-visual
- CamadaTambém: horizonte, estrato
- Trecho do furo com o mesmo tipo de solo. O perfil do furo é a sequência de camadas com profundidade de início e fim, descrição e cor.
- Veja tambémDescrição tátil-visualPerfil individualPerfil geotécnico
- Compacidade
- Classificação de solos arenosos pelo grau de arrumação dos grãos, de fofa a muito compacta. No SPT ela também sai do N-SPT, em faixas próprias para areia.
- Veja tambémN-SPTConsistênciaAreia
- Consistência
- Classificação de solos argilosos e siltosos pela resistência, de muito mole a dura. No SPT ela é dada pelo N-SPT, em faixas que a norma define.
- Veja tambémN-SPTCompacidadeArgilaSilte
- Descrição tátil-visual
- Classificação do solo no campo pelo tato e pela vista: tipo principal, frações secundárias, cor e outras características. É a base das camadas do boletim e pode ser conferida no laboratório.
- Veja tambémCamadaAmostra deformadaNBR 6502
- Matacão
- Bloco de rocha solto dentro do solo, comum em solos residuais de granito. Pode parar o SPT e ser confundido com o topo da rocha; a rotativa tira a dúvida.
- Veja tambémImpenetrável ao SPTSondagem rotativaSolo residual
- PedregulhoTambém: cascalho
- Fração de grãos maiores que a areia. Na descrição aparece como presença de pedregulhos ou como solo pedregulhoso.
- Veja tambémAreiaMatacão
- Rocha alterada
- Rocha já transformada pelo intemperismo, mais fraca que a rocha sã. Muitas vezes é onde o SPT para e a rotativa começa.
- Veja tambémRocha sãGrau de alteraçãoSaprolito
- Rocha sã
- Rocha sem sinais de alteração, com minerais íntegros e brilho original. Só se confirma com testemunho de sondagem rotativa.
- Veja tambémRocha alteradaSondagem rotativa
- SaprolitoTambém: solo saprolítico
- Solo residual jovem que ainda guarda a estrutura da rocha de origem, como xistosidade e veios. Fica entre o solo maduro e a rocha alterada.
- Veja tambémSolo residualRocha alterada
- Silte
- Solo de grãos entre a areia e a argila. Tem pouca coesão e perde resistência quando encharcado. Na descrição de campo costuma aparecer combinado, como silte argiloso.
- Veja tambémArgilaAreiaConsistência
- Solo aluvionarTambém: aluvião
- Solo depositado por rios, comum em várzeas. Alterna camadas de areia, argila e às vezes matéria orgânica, com nível d’água raso.
- Veja tambémSolo transportadoSolo orgânico
- Solo colapsível
- Solo poroso que perde volume de repente quando encharcado sob carga, causando recalques. Comum em camadas superficiais de solos tropicais.
- Veja tambémSolo lateríticoRecalque
- Solo coluvionarTambém: colúvio
- Solo que desceu a encosta por gravidade e se acumulou no pé do morro. Costuma ser heterogêneo e pouco compacto.
- Veja tambémSolo transportado
- Solo expansivo
- Solo argiloso que incha ao molhar e retrai ao secar, podendo trincar pisos e paredes leves.
- Veja tambémArgilaLimites de Atterberg
- Solo laterítico
- Solo de clima tropical, avermelhado ou amarelado, rico em óxidos de ferro e alumínio. Na superfície pode ser poroso e colapsível.
- Veja tambémSolo colapsívelSolo residual
- Solo orgânico
- Solo com matéria orgânica, escuro e com cheiro característico. É muito compressível e pede atenção no projeto de fundações e aterros.
- Veja tambémTurfaSolo aluvionarRecalque
- Solo residual
- Solo formado no próprio lugar pela decomposição da rocha de baixo. Costuma ficar mais resistente com a profundidade, até virar rocha alterada.
- Veja tambémSaprolitoRocha alteradaSolo transportado
- Solo transportado
- Solo levado de outro lugar pela água, pelo vento ou pela gravidade e depositado sobre o terreno. Inclui solos aluvionares e coluvionares.
- Veja tambémSolo aluvionarSolo coluvionarSolo residual
- Turfa
- Material formado quase todo por restos vegetais, fibroso e muito compressível. Encontrado em várzeas e brejos.
- Veja tambémSolo orgânico
Água no terreno5 termos
- Artesianismo
- Água sob pressão que sobe no furo acima do ponto em que foi encontrada, às vezes até sair na boca. Precisa ser registrada porque afeta escavações e fundações.
- Veja tambémNível d’água
- Furo seco
- Furo em que não se encontrou água até a profundidade final. O boletim deve dizer isso de forma explícita, para não parecer leitura esquecida.
- Veja tambémNível d’água
- Nível d’águaTambém: NA, N.A., lençol freático
- Profundidade em que a água aparece no furo. Ele muda com a estação e com chuvas recentes, por isso o boletim informa a data e o momento da leitura.
- Veja tambémNível d’água inicialNível d’água finalFuro seco
- Nível d’água finalTambém: nível estabilizado
- Leitura feita depois de encerrado o furo e passado um tempo para a água se estabilizar. É o valor que costuma entrar no projeto.
- Veja tambémNível d’águaNível d’água inicial
- Nível d’água inicial
- Profundidade em que a água foi encontrada pela primeira vez durante a perfuração, antes da circulação de água interferir.
- Veja tambémNível d’águaNível d’água final
Laboratório17 termos
- Adensamento
- Redução de volume lenta de um solo saturado sob carga, à medida que a água sai dos poros. O ensaio em laboratório estima quanto e em quanto tempo a camada vai recalcar.
- Veja tambémRecalqueAmostra indeformadaArgila
- Amostra deformada
- Amostra que perdeu a estrutura natural ao ser retirada, como a do amostrador SPT. Serve para identificar o solo e para ensaios de caracterização.
- Veja tambémAmostra indeformadaAmostrador padrãoGranulometria
- Amostra indeformadaTambém: bloco indeformado, Shelby
- Amostra retirada com cuidado para manter a estrutura e a umidade do solo, em bloco ou em tubo de parede fina. Usada em ensaios de resistência e de adensamento.
- Veja tambémAmostra deformadaAdensamento
- CBRTambém: ISC, Índice de Suporte Califórnia
- Ensaio que mede a resistência à penetração de um solo compactado em comparação com um material de referência. É o dado de partida no dimensionamento de pavimentos.
- Veja tambémCompactaçãoExpansão
- CompactaçãoTambém: Proctor, ensaio de compactação
- Ensaio que compacta o solo em várias umidades com energia padrão para achar a umidade ótima e a massa específica seca máxima. Guia o controle de aterros e bases.
- Veja tambémUmidade ótimaCBRMassa específica
- Expansão
- Aumento de altura do corpo de prova durante a imersão no ensaio CBR. Expansão alta indica solo que incha com água.
- Veja tambémCBRSolo expansivo
- GranulometriaTambém: análise granulométrica, curva granulométrica
- Ensaio que separa o solo por tamanho de grão, por peneiramento e sedimentação, e gera a curva granulométrica com as porcentagens de pedregulho, areia, silte e argila.
- Veja tambémPeneiramentoSedimentaçãoAreiaArgila
- Índice de plasticidadeTambém: IP
- Diferença entre o limite de liquidez e o de plasticidade. Mostra a faixa de umidade em que o solo é plástico; quanto maior, mais argiloso o comportamento.
- Veja tambémLimites de Atterberg
- Laudo de laboratório
- Documento que reúne os resultados dos ensaios de uma amostra, com identificação, método, tabelas, gráficos e assinatura do responsável.
- Veja tambémGranulometriaCompactaçãoResponsável técnico
- Limite de liquidezTambém: LL
- Umidade em que o solo deixa de se comportar como plástico e passa a fluir como líquido. Determinado no aparelho de Casagrande.
- Veja tambémLimites de AtterbergLimite de plasticidade
- Limite de plasticidadeTambém: LP
- Umidade abaixo da qual o solo deixa de ser moldável e começa a esfarelar. Determinado rolando um cilindro de solo até ele trincar.
- Veja tambémLimites de AtterbergLimite de liquidez
- Limites de AtterbergTambém: limites de consistência
- Teores de umidade em que o solo fino muda de comportamento: o limite de liquidez e o limite de plasticidade. A diferença entre eles é o índice de plasticidade.
- Veja tambémLimite de liquidezLimite de plasticidadeÍndice de plasticidade
- Massa específica
- Massa por volume. Para solos se distingue a dos grãos, a do solo seco e a do solo úmido, usadas em cálculos de compactação e de tensões.
- Veja tambémCompactaçãoTeor de umidade
- Peneiramento
- Parte da granulometria em que o solo passa por uma série de peneiras e se pesa o que fica retido em cada uma.
- Veja tambémGranulometriaSedimentação
- Sedimentação
- Parte da granulometria para os grãos finos demais para peneira. Mede a velocidade com que as partículas descem num líquido para estimar seus tamanhos.
- Veja tambémGranulometriaSilteArgila
- Teor de umidadeTambém: umidade natural
- Relação entre a massa de água e a massa de sólidos de uma amostra, obtida pesando antes e depois da secagem em estufa.
- Veja tambémLimites de AtterbergCompactação
- Umidade ótima
- Umidade em que o solo atinge a maior densidade seca numa dada energia de compactação. Fora dela, o aterro fica menos denso.
- Veja tambémCompactação
Boletim e relatório12 termos
- AGS4
- Formato aberto de troca de dados geotécnicos criado no Reino Unido. Permite levar furos, camadas e ensaios para outros programas sem redigitar.
- Veja tambémIFCBoletim de sondagem
- ARTTambém: Anotação de Responsabilidade Técnica
- Registro no CREA que liga o serviço ao profissional habilitado que responde por ele. Costuma ser anexada ao relatório.
- Veja tambémResponsável técnicoRelatório de sondagem
- Boletim de sondagemTambém: boletim de campo, ficha de campo
- Registro de cada furo com profundidades, golpes, avanço, revestimento, água, descrição das amostras e observações. No campo é o rascunho; depois de revisado, vira o perfil individual do relatório.
- Veja tambémPerfil individualSPTGolpes por trecho
- Gráfico do N-SPT
- Curva do N-SPT pela profundidade desenhada ao lado das camadas. Mostra de relance onde o solo ganha resistência.
- Veja tambémN-SPTPerfil individual
- IFCTambém: BIM
- Formato aberto de modelos BIM. A versão 4.3 tem entidades para geotecnia, o que permite levar furos e camadas para o modelo do projeto.
- Veja tambémAGS4Perfil 3D
- MetragemTambém: metros perfurados
- Soma das profundidades dos furos de uma obra. É a base mais comum de preço do serviço de sondagem.
- Veja tambémProfundidade final
- Perfil 3D
- Modelo tridimensional do terreno montado a partir dos furos, com as camadas, a água e as cotas reais. Ajuda cliente e projetista a enxergar o subsolo da obra inteira.
- Veja tambémPerfil geotécnicoCota de bocaKMZ
- Perfil geotécnicoTambém: seção geotécnica, perfil estratigráfico
- Desenho que liga vários furos numa seção e interpreta como as camadas continuam entre eles. A ligação entre furos é interpretação; os dados são só os dos furos.
- Veja tambémPerfil individualPerfil 3DCamada
- Perfil individualTambém: perfil de sondagem
- Folha de um furo no relatório, com as camadas desenhadas na profundidade, o gráfico do N-SPT, o nível d’água, a cota de boca e os dados da obra.
- Veja tambémBoletim de sondagemCamadaGráfico do N-SPT
- Relatório de sondagem
- Documento técnico entregue ao cliente com a descrição dos serviços, o método, a locação, os perfis individuais, as observações e a assinatura do responsável técnico.
- Veja tambémPerfil individualCroqui de locaçãoART
- Relatório fotográfico
- Conjunto de fotos do serviço: equipamento montado, cada furo, amostras, testemunhos e o local. Comprova a execução e ajuda a revisar a descrição.
- Veja tambémRelatório de sondagemCaixa de testemunhos
- Responsável técnicoTambém: RT
- Engenheiro ou geólogo habilitado que revisa e assina o relatório. Responde pelo conteúdo técnico diante do cliente e do conselho profissional.
- Veja tambémARTRelatório de sondagem
Locação e topografia10 termos
- Coordenadas UTM
- Sistema de coordenadas em metros, dividido em fusos, muito usado em topografia no Brasil. Uma coordenada UTM só faz sentido junto com o fuso e o datum.
- Veja tambémSIRGAS 2000KMZCroqui de locação
- Cota de boca
- Altitude do terreno no ponto do furo. Com ela as profundidades viram cotas e os furos podem ser comparados entre si.
- Veja tambémReferência de nívelPerfil geotécnicoPerfil 3D
- Croqui de locação
- Desenho em planta com a posição dos furos no terreno, referências fixas como muros e ruas, norte e escala. Permite achar cada furo depois.
- Veja tambémLocação dos furosCoordenadas UTMEscala
- Deslocamento de furo
- Novo furo aberto perto do original quando este foi interrompido cedo por obstáculo, como entulho ou matacão. O boletim registra os dois e a distância entre eles.
- Veja tambémLocação dos furosMatacão
- DXF e DWG
- Formatos de desenho do AutoCAD. O DWG é o formato nativo; o DXF é a versão de troca, lida pela maioria dos programas de CAD.
- Veja tambémCroqui de locaçãoCoordenadas UTM
- Escala
- Relação entre a medida no desenho e a real, como 1:500. Na folha técnica se usam escalas normalizadas e uma escala gráfica que continua certa se a folha for ampliada.
- Veja tambémCroqui de locação
- KMZTambém: KML
- Arquivo do Google Earth com pontos, linhas e áreas. Na sondagem leva a posição dos furos e o contorno do terreno entre cliente, campo e escritório.
- Veja tambémCoordenadas UTMCroqui de locaçãoPerfil 3D
- Locação dos furos
- Marcação no terreno do ponto de cada furo, feita a partir do projeto ou do pedido do cliente. Mudanças de posição no campo devem ser registradas.
- Veja tambémCroqui de locaçãoDeslocamento de furo
- Referência de nívelTambém: RN
- Ponto fixo de cota conhecida ou arbitrada, a partir do qual se nivelam as bocas dos furos. O relatório deve dizer qual RN foi usada.
- Veja tambémCota de boca
- SIRGAS 2000Também: datum
- Referencial geodésico oficial do Brasil. Coordenadas em outro datum, como SAD 69 ou Córrego Alegre, ficam deslocadas e precisam ser convertidas.
- Veja tambémCoordenadas UTM
Normas6 termos
- NBR 6122
- Norma de projeto e execução de fundações. É a que pede as investigações geotécnicas, das quais a sondagem SPT é a mais comum.
- Veja tambémNBR 8036Fundação
- NBR 6484
- Norma brasileira que define como executar a sondagem de simples reconhecimento com SPT: equipamento, procedimento, critérios de paralisação e apresentação dos resultados.
- Veja tambémSPTN-SPTCritério de paralisação
- NBR 6502
- Norma de terminologia de solos e rochas. Define os nomes usados nas descrições, para que todos chamem a mesma coisa do mesmo jeito.
- Veja tambémDescrição tátil-visualCamada
- NBR 8036
- Norma que orienta a programação das sondagens para fundações de edifícios: quantidade mínima de furos pela área construída, distribuição no terreno e profundidade.
- Veja tambémNBR 6484Locação dos furos
- NBR 9603
- Norma da sondagem a trado: equipamento, execução, coleta de amostras e registro do nível d’água.
- Veja tambémSondagem a tradoTrado concha
- Sondagem a trado
- Furo raso aberto com trado manual para identificar as camadas superficiais e o nível d’água. Não mede resistência como o SPT, mas é rápido e barato.
- Veja tambémNBR 9603Trado conchaTrado helicoidal
Fundações6 termos
- Capacidade de carga
- Carga que o conjunto fundação e solo suporta antes de romper. Dela se tira, com fator de segurança, a carga de trabalho.
- Veja tambémTensão admissívelEstaca
- EstacaTambém: fundação profunda
- Elemento longo cravado ou moldado no solo que transmite a carga por atrito lateral e pela ponta. O comprimento é estimado a partir do N-SPT dos furos.
- Veja tambémFundaçãoN-SPTSPT-TCapacidade de carga
- Fundação
- Parte da estrutura que leva as cargas da construção ao solo. A escolha entre fundação rasa e profunda depende do que a sondagem mostra.
- Veja tambémSapataEstacaNBR 6122
- Recalque
- Afundamento da fundação causado pela deformação do solo sob carga. Recalque desigual entre pilares é o que trinca a estrutura.
- Veja tambémAdensamentoSolo orgânicoSolo colapsível
- SapataTambém: fundação rasa, fundação direta
- Fundação rasa de concreto que distribui a carga do pilar numa área de solo perto da superfície. Precisa de camada resistente em pouca profundidade.
- Veja tambémFundaçãoTensão admissível
- Tensão admissível
- Pressão que o solo pode receber de uma fundação rasa com segurança contra ruptura e recalque excessivo.
- Veja tambémSapataCapacidade de cargaRecalque
