A consistência é o primeiro parâmetro avaliado ao identificar camadas de argila no perfil; argilas moles impõem restrições severas ao projeto de fundações e aterros.
A consistência expressa a resistência ao cisalhamento não-drenada de solos finos coesivos (argilas e siltes argilosos) e é correlacionada ao N-SPT pela Tabela 3 da NBR 6484:2020. Os estados são: Muito Mole (N ≤ 1), Mole (2 ≤ N ≤ 4), Média (5 ≤ N ≤ 8), Rija (9 ≤ N ≤ 15), Muito Rija (16 ≤ N ≤ 30) e Dura (N > 30). Na argila muito mole, o amostrador penetra sob o peso próprio das hastes, sendo comum o registro '0 golpes / 15 cm' ou mesmo N = 0.
A consistência condiciona diretamente a escolha do tipo de fundação e o risco de recalque: argilas moles e muito moles são altamente compressíveis, com módulo de compressão volumétrica (Cc) elevado, e podem gerar recalques de dezenas de centímetros ao longo de anos (adensamento primário). Em obras sobre aterros ou argilas moles, é necessário estimar o recalque pelo método de Terzaghi a partir de ensaios de adensamento (odômetro), pois a correlação N-SPT com recalque é imprecisa nesses solos. O amolgamento do amostrador é mais severo em argilas moles, o que pode subestimar o N-SPT real.
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