Em regiões de rocha cristalina do Brasil, o perfil de sondagem frequentemente mostra saprolito com N alto sobre rocha; identificar essa transição corretamente é crítico para decidir a cota de apoio de estacas.
Solo residual é o produto da decomposição in situ da rocha matriz por intemperismo químico e físico, sem transporte significativo dos produtos de alteração. Mantém parcialmente a estrutura e a textura da rocha de origem (solo saprolítico, ou saprolito), com horizonte mais alterado acima (solo residual maduro ou laterítico). No Brasil, solos residuais derivados de rochas ígneas e metamórficas (granito, gnaisse, xisto) são extremamente comuns nas regiões serranas e no Planalto Atlântico (SP, RJ, MG, SC, RS), enquanto saprolitos de arenito e basalto predominam no Planalto Meridional (PR, SC, RS, SP interior).
O solo saprolítico apresenta comportamento geotécnico peculiar: N-SPT geralmente alto (10–50+) mesmo em profundidades rasas, mas com estrutura reliquiar (juntas, foliações) que pode criar planos de fraqueza preferencial não capturados pelo N-SPT. A resistência ao cisalhamento de saprolitos é frequentemente maior que sugere a correlação N-SPT/resistência de solo sedimentar, pois a cimentação reliquiar aumenta o N-SPT sem corresponder a uma tensão confinante equivalente. Essa peculiaridade deve ser levada em conta ao aplicar métodos de cálculo de capacidade de carga (Aoki-Velloso, Décourt-Quaresma) em solos residuais.
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