Décourt-Quaresma é frequentemente usado como segundo método de verificação ao lado de Aoki-Velloso, conforme exige a NBR 6122:2022 para projetos de maior porte.
O método Décourt-Quaresma foi proposto originalmente em 1978 e revisado em 1996 para incorporar o ensaio SPT-T. É o segundo método semi-empírico mais utilizado no Brasil para estimativa de capacidade de carga de estacas a partir do N-SPT. Na formulação de 1978, a resistência de ponta (Qp) é calculada pelo produto do N-SPT médio na cota da ponta por um coeficiente C (dependente do tipo de solo) e pela área da seção transversal da estaca; a resistência lateral (Qs) é o produto do N-SPT médio ao longo do fuste por 10 kPa e pela área lateral da estaca. Esses coeficientes são diferentes dos de Aoki-Velloso, resultando em estimativas distintas para o mesmo perfil.
A revisão de 1996 introduziu coeficientes α e β que ajustam Qp e Qs em função do tipo de estaca, tornando o método mais flexível. Quando combinado com os dados de torque do SPT-T, o Décourt-Quaresma (1996) usa o Tmáx para estimar o atrito lateral unitário de forma mais precisa que o N-SPT puro. A NBR 6122:2022 cita explicitamente ambos os métodos (Aoki-Velloso e Décourt-Quaresma) como métodos aceitos para pré-dimensionamento, exigindo a aplicação de coeficientes de segurança adequados e, idealmente, confirmação por prova de carga.
Este conceito está implementado no Sondar+.
Ver recurso →Aplique isso no boletim.
O Sondar+ implementa a NBR 6484:2020 item por item — incluindo Método Décourt-Quaresma (1978/1996). Teste com um boletim completo, sem cartão.
Criar conta grátis