A sondagem a trado é suficiente para pequenas obras em solos argilosos conhecidos; em qualquer obra com risco geotécnico relevante, deve ser complementada ou substituída pela sondagem SPT.
A sondagem a trado é o método mais simples de investigação do subsolo, executada com um trado helicoidal (manual ou motorizado) que perfura o solo por rotação sem injeção de água. As amostras são coletadas nas pás do trado a cada avanço de 0,5 a 1,0 m e descritas visualmente. O método não realiza o ensaio SPT, sendo indicado para: reconhecimento de solos coesivos até o nível d'água, levantamento de contaminação ambiental, identificação de aterros, e obras de pequeno porte (muros, cercas, fundações de galpões leves) onde a resistência do solo não é parâmetro crítico de projeto.
A profundidade máxima prática da sondagem a trado manual é de 5–7 m; com trado mecânico, pode-se atingir 15–20 m em solos coesivos. O principal limite do método é a impossibilidade de penetrar em solos granulares abaixo do lençol freático sem revestimento, e a ausência de dado quantitativo de resistência. A NBR 9603:2019 regulamenta a execução e o boletim de sondagem a trado, que deve incluir: identificação do furo, coordenadas, cota da boca do furo, descrição das amostras por profundidade e posição do nível d'água observado. Não deve ser confundido com a sondagem SPT, que é normatizada pela NBR 6484:2020 e fornece o N-SPT.
Este conceito está implementado no Sondar+.
Ver recurso →Aplique isso no boletim.
O Sondar+ implementa a NBR 6484:2020 item por item — incluindo Sondagem a Trado. Teste com um boletim completo, sem cartão.
Criar conta grátis